sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Mini curso de fotografia

Olá! Quer fazer um curso gratuito de fotografia? Pois é, encontrei no blog Canção Nova, vários capítulos ensinando as técnicas fotográficas e também um pouco do olhar fotográfico. Aos poucos vou postando para você. Se preferir pode acessar o site onde já terá acesso a todos os outros tópicos. Aproveite.
1 – INICIAÇÃO A FOTOGRAFIA
A palavra “fotografia”, traduzida do grego, significa “registro da luz”. O principal componente de uma fotografia é a luz. A luz que reflete na cena cria uma imagem. Além desta noção básica, para se tornar um bom fotógrafo você precisa dominar outras técnicas se quiser que a sua fotografia se destaque. Neste curso iremos abordar as informações práticas que você poderá usar para melhorar suas fotos.
LUZ E EXPOSIÇÃO
A quantidade de luz que atinge um objeto depende das condições atmosféricas, hora do dia, entre outros fatores. Com a dose certa de luz você garante uma foto clara e toda tonalidade da cena é reproduzida conforme seus olhos a vêem. Mais especificamente, estão envolvidos numa fotografia os seguintes elementos: a velocidade do filme*, a abertura*, a velocidade do obturador, a combinação da abertura e do tempo e exposição e o fotômetro.
A velocidade do filme
A norma ISO* (International Standards Organization), indica a velocidade do filme ou seja, sua sensibilidade a luz*.Quanto maior esse número, mais sensível é um filme. Um filme ISO 1600, por exemplo, necessita de pouca luz para obter uma exposição correta, enquanto um filme ISO 25 necessita de seis vezes mais luz.
A abertura
É o tamanho de abertura do mecanismo de diafragma* da lente. Quanto maior a abertura* escolhida, mais luz entrará para expor o filme num dado intervalo de tempo. Para indicar a abertura, usa-se uma série de números de diafragma. Essas regulagens (f-stop*) aparecem numa sequência da maior abertura para a menor. As mais comuns são f/1.4, f/2.8, f/4, f/5.6, f/8, f/11, f/16, f/22. Um valor menor de diafragma (f) indica uma abertura maior; um valor maior indica uma abertura menor.
O tempo de exposição
A velocidade controla quanto tempo a cortina do obturador* da câmara ficará aberta. Quanto mais longo o tempo de exposição (ou seja, mais baixa a velocidade), mais luz atingirá o filme. As velocidades são indicadas em segundos e em frações de segundo. As velocidades de exposição mais comuns aparecem ordenadas da mais lenta para a mais rápida: 1 segundo, 1/2, 1/4, 1/8, 1/15, 1/30, 1/60, 1/125, 1/250, 1/500, 1/1000 de segundo. Existem ainda valores maiores que os aqui indicados.
Combinação abertura/velocidade
Quanto maior a abertura escolhida, menor o tempo de exposição (maior velocidade) para expor corretamente o filme. Inversamente, quanto mais tempo a cortina permanecer aberta, menor a abertura necessária. Por exemplo: uma pequena abertura, como f/16, usada com uma velocidade de 1/2 segundo, vai resultar na mesma exposição obtida com uma abertura maior, como f/11, com um tempo menor – neste caso 1/4 de segundo. Esse princípio é chamado de “exposição equivalente ou reciprocidade”.
O fotômetro
É um acessório que pode ser comprado a parte e serve para indicar a quantidade de luz ideal em qualquer situação. Podemos compará-lo a um minicomputador. O sistema avalia a luminosidade* da cena e indica qual a melhor regulagem, se o ajuste que você fez dará uma exposição correta. Em modo automático, a câmara faz sozinha alguns ajustes - ou todos, como veremos durante o curso.
GLOSSÁRIO
SENSIBILIDADE DO FILME: medida que indica a rapidez ou sensibilidade de um filme à luz e que denomina cada tipo de filme. Valores altos indicam filmes muito sensíveis (chamados “rápidos” porque permitem um tempo de exposição também rápido); valores baixos indicam filmes pouco sensíveis (chamados “lentos” pela lentidão do tempo de exposição).
ABERTURA: a abertura do interior de uma lente que permite a passagem da luz; seu tamanho é regulado pelo diafragma e é expresso em pontos de f/stop. ISO: série de números que indica a sensibilidade de um filme à luz. As velocidades mais comuns variam de 25 a 1600 ISO. Os filmes de 200 ISO, por exemplo, são duas vezes mais sensíveis do que os filmes de 100 ISO.
DIAFRAGMA: o mecanismo presente dentro da objetiva que controla o tamanho da abertura por meio de palhetas metálicas que se sobrepõem.
F-STOP: valor numérico que indica a abertura da lente. É o resultado da divisão da distância focal pelo diâmetro da abertura da lente. Números pequenos como f/2 indicam aberturas grandes, enquanto que números grandes, como f/22, indicam aberturas pequenas.
OBTURADOR: mecanismo que regula o tempo de exposição. Ele se abre momentaneamente para expor o filme à luz que entra pela abertura da lente, e se fecha após ter obtido a exposição correta.
LUMINOSIDADE: equilíbrio entre as áreas claras e escuras em um motivo a ser fotografado.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O tira teima das câmeras digitais

Encontrei no site da Globo este vídeo abaixo onde fala sobre a escolha do megapixel para adquirir uma máquina digital. As dicas são importantes para quem ainda não tem a câmera e também para aqueles que já a possuem, para que possam ter um maior conhecimento da sua máquina.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Entrevista com Sebastião Salgado

"Para fazer fotografia documental é preciso ter sempre a ‘vontade de ir’. E eu tenho." Sebastião Salgado.
Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo em 12 de setembro deste ano, Sebastião Salgado fala a respeito do projeto Gênesis e ainda comenta sobre a arte que tem como ofício.
"Em 2004, Sebastião Salgado anunciou que passaria oito anos fotografando lugares prístinos, ou seja, paraísos terrestres habitados por agrupamentos humanos cujos laços com a natureza são ainda primordiais. E que o projeto receberia o batismo bíblico de Gênesis. Pois a empreitada vai chegando ao fim. Prestes a embarcar em um navio para a Geórgia do Sul, contornando as Malvinas, Sebastião Salgado - Tião para os próximos - está quase no fim da série de 32 reportagens fotográficas por cinco continentes, numa geografia estranha aos roteiros turísticos convencionais. Longe disso: o economista que se bandeou para a fotografia aos 29 anos, hoje admite escalar a antropologia visual".
Gênesis estará concluído no ano que vem, onde serão feitas várias exposições de imagens pelo mundo.
Veja a entrevista completa no site do Estadão.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A sexualidade humana retratada por Gabriel Wickbold

Existem muitos fotógrafos por aí, mas somente aqueles que saem do trivial e são criativos é que se destacam entre os demais. Sou fã de fotos elaboradas e que tem um diferencial.
Descobri hoje o site do fotógrafo Gabriel Wickbold que é simplesmente fantástico!
Por isso vou compartilhar com você um trabalho feito por ele para a exposição "Sexual Color", que será exibido em New York em 2010. A fotografada foi Adriane Galisteu que ficou 3 horas sendo maquiada.
O corpo da apresentadora foi aerografado pelo maquiador Léo Zaniboni para criar a coloração do fundo. Posteriormente, Gabriel utilizou recursos naturais como galho de coqueiro, urucum, areia e tinta para conseguir os demais efeitos. “Quis fazer um trabalho bastante autoral, sem o uso de programas para obter esse resultado final”, explica Gabriel.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Como foi o Paraty em Foco - RJ

O Paraty em Foco serviu para eu interagir com outras pessoas que buscam o mesmo foco: a fotografia, e isso é mágico! As vezes você não chega a fazer amizades, por ser tímido como eu por exemplo, mas o simples fato de estar ali no mesmo ambiente, cada um com a sua câmera, observando tudo ao seu redor, já é gratificante.
Assisti apenas algumas palestras pois o tempo foi curto e no sábado fiquei o dia inteiro fazendo workshop. No dia 25 participei do primeiro encontro da blogsfera fotográfica onde foi discutido o quanto é importante para o fotógrafo ter um blog, pois é uma forma de marketing, de expor as suas fotos e também compartilhar o seu conhecimento com o seu público.
No mesmo dia assisti a palestra da fotógrafa alemã, Loretta Lux onde comentou sobre as referências que ela tem na pintura e fotografia de vários artistas e exibiu as suas fotos exclusivas de crianças, explicando como foram produzidas.
No sábado, participei do curso "Descondicionando o Olhar", de Cláudio Feijó, a qual em momento algum pegamos na máquina fotográfica, pois foi dinâmica, interação o tempo todo. Houve uma busca constante de conhecer a si próprio para à partir daí, conseguirmos fazer o nosso trabalho com projeção e criatividade.
Em uma das dinâmicas os grupos tinham que discutir o que eles achavam que era fotografia/fotografar e posteriormente fazer um teatro para a turma através de gestos representando essa teoria. Vou listar algumas palavras e frases discutidas pelo nosso grupo:
Fotografia/fotografar é:
-Roubar a alma;
-Eternizar;
-Dar a alma;
-Recortar a realidade;
-Parar o tempo;
-Mostrar o eu;
-Forma de expressão;
-Interpretação da realidade;
-Em busca do tempo perdido.
Havia muito mais frases, mas eu ficaria horas escrevendo.
Se você quer se conhecer um pouco mais, pegue uma foto de infância sua, comece a observá-la e a refletir como você era, o que você é hoje que é reflexo do passado e o que você mudou. É um exercício que mexe com o ser humano, e que as vezes é necessário para nos libertarmos de muitas coisas que podem estar interferindo no nosso crescimento pessoal e profissional.
Por fim, segue algumas fotos que tirei lá.

V.: 1/30 F: 20 ISO: 100

V.: 1/2000 F: 2.8 ISO: 200

V.: 1/200 F: 5.6 ISO: 400

V.: 1/4000 F: 2.8 ISO: 400

V.: 1/1600 F: 2,8 ISO: 100
V.: 1/200 F: 2,8 ISO: 200
V.: 1/30 F: 22 ISO: 100
V.: 3,2 F: 22 ISO: 100
V.: 1/40 F: 2,8 ISO: 1600